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PROGRAMA NOSSO ENCONTRO

📺 NOSSO ENCONTRO: A HISTÓRIA DO PROGRAMA QUE VIROU UM RETRATO DE MANAUS


O “Nosso Encontro”, apresentado por Baby Rizzato, não foi simplesmente um programa de televisão que ficou muitos anos no ar. Ele atravessou diferentes gerações, emissoras, tecnologias, regimes políticos, estilos de televisão e transformações profundas de Manaus.

Sua trajetória começou em 13 de agosto de 1972 e, na primeira fase, o programa nasceu na TV Baré, canal 4, então ligada aos Diários Associados e à Rede Tupi. A atração acompanharia Baby durante mais de quatro décadas. 

E há um detalhe extraordinário: a própria história do programa começa antes de sua estreia.



👩‍💼 ANTES DO “NOSSO ENCONTRO”, EXISTIA BABY

Baby Rizzato é o nome artístico de Beatriz de Castro e Costa.

Sua relação com a televisão começou em 1969, na TV Ajuricaba, emissora pioneira do Amazonas. Seu primeiro trabalho foi ligado ao “Baile das Debutantes”. No ano seguinte, apresentou o programa “Baby Sempre às Quintas”.

A televisão amazonense daquela época era muito diferente da atual.

Os estúdios eram menores, os recursos técnicos eram limitados e a transmissão em cores ainda não fazia parte do cotidiano. Baby posteriormente lembraria que começou fazendo televisão em preto e branco e acompanhou a chegada das cores, dos microfones de lapela e, décadas depois, da HDTV.

Ou seja, a carreira de Baby permite acompanhar praticamente toda a evolução tecnológica da televisão local.



🎬 1972: NASCE O “NOSSO ENCONTRO”

Em 1972, Baby recebeu o convite para trabalhar na TV Baré.

Ela havia deixado a TV Ajuricaba, cujo estúdio era pequeno, e encontrou na TV Baré uma estrutura muito maior.

Em entrevista, Baby contou que ficou impressionada quando conheceu o enorme estúdio e o camarim da emissora. Foi ali que começou a trabalhar com Heron Rizzato. 

Heron foi o primeiro produtor do programa.

E aqui aparece uma das histórias mais curiosas da atração: o nome “Nosso Encontro” teria surgido justamente da relação entre Baby e Heron.

Os dois se conheceram profissionalmente durante a criação do programa e posteriormente se casaram.

O sucesso da dupla chegou a ultrapassar a televisão. Segundo relato publicado por Mário Adolfo, quando Baby e Heron se casaram, uma multidão de fãs ocupou a Praça da Matriz, transformando o local praticamente numa festa popular, com barracas de comida e bebida. 

Isso dá uma pista importante sobre a popularidade que o programa alcançou já em seus primeiros anos.



📺 A TV BARÉ E A ERA DA REDE TUPI

Quando o “Nosso Encontro” nasceu, a televisão brasileira ainda estava na era da Rede Tupi.

A TV Baré fazia parte do sistema dos Diários Associados e retransmitia a programação da Tupi.

Portanto, o programa de Baby nasceu dentro de uma televisão local que precisava dividir espaço com uma grande rede nacional.

Mas o “Nosso Encontro” encontrou um caminho próprio.

Em vez de tentar competir com a programação nacional, passou a oferecer algo que as redes não poderiam produzir da mesma maneira: a própria Manaus.

Esse talvez seja um dos segredos de sua longevidade.



🌈 O PRIMEIRO PROGRAMA LOCAL EM FORMATO DE “REVISTA ELETRÔNICA”

As fontes institucionais do Amazonas atribuem ao “Nosso Encontro” o pioneirismo como primeiro programa local concebido no formato de revista eletrônica e também como primeiro programa local a ser transmitido em cores. 

O conceito de revista eletrônica permitia misturar diversos assuntos.

Não havia uma única fórmula.

Podia haver:

  • entrevistas;

  • música;

  • moda;

  • culinária;

  • colunismo social;

  • dança;

  • atrações artísticas;

  • debates;

  • assuntos de comportamento;

  • acontecimentos da cidade;

  • participação de autoridades;

  • discussões sobre temas polêmicos.

A atração funcionava, portanto, como uma espécie de grande revista semanal de Manaus.



🎤 OS GRANDES NOMES QUE PASSARAM PELO SOFÁ DE BABY

Uma das descobertas mais interessantes da pesquisa está numa entrevista concedida por Baby ao jornalista Mário Adolfo.

Quando perguntada sobre os grandes entrevistados do programa, Baby citou nomes de enorme importância na música e na cultura brasileira.

Entre eles estavam:

  • Vinícius de Moraes;

  • Dick Farney;

  • Quarteto em Cy;

  • João Bosco;

  • Antônio Marcos;

  • Gilberto Gil;

  • Novos Baianos;

  • Rogéria.

Baby afirmou que todos os momentos do programa foram importantes para ela e destacou que muitas entrevistas eram realizadas ao vivo e sem ensaio. 

Isso muda bastante a percepção sobre o programa.

Ele não era apenas uma atração de sociedade de Manaus.

Também era uma porta pela qual grandes nomes da cultura brasileira chegavam à televisão amazonense.



🎶 UM EPISÓDIO DE 1974

Existe um registro particularmente curioso de uma participação ocorrida em 14 de setembro de 1974.

O programa recebeu integrantes do Quarteto em Cy e um convidado cuja entrevista acabou tendo como tema principal o amor e sua vida sentimental.

Segundo o registro preservado pelo blog “Manaus - Ontem, Hoje e Sempre”, a gravação foi feita no sábado, mas exibida posteriormente pela TV Baré. 

Esse episódio é interessante porque ajuda a imaginar como era o “Nosso Encontro” naquela primeira década: música, celebridades, assuntos pessoais e entrevistas que podiam fugir completamente do roteiro convencional.



📰 DE COLUNISMO SOCIAL A JORNALISMO

Aqui está uma das transformações mais importantes da história do programa.

O “Nosso Encontro” começou fortemente associado ao universo social de Manaus.

Baby entrevistava personalidades, acompanhava acontecimentos da sociedade, falava de moda e comportamento.

Mas, com o passar dos anos, o programa foi incorporando assuntos cada vez mais amplos.

A atração passou a promover debates e entrevistas com autoridades e personagens envolvidos em questões de interesse público. 

Essa mudança não aconteceu por acaso.

A própria sociedade amazonense estava mudando.

Manaus vivia as consequências da expansão da Zona Franca, crescimento urbano, mudanças econômicas e sociais e uma transformação acelerada dos costumes.

O programa acompanhou essa mudança.



🗣️ “JORNALISMO SEM MORDAÇA”

Uma das descrições utilizadas em materiais sobre o programa é justamente a ideia de entrevistas “sem censura” e de um jornalismo sem mordaça.

Isso não significa ausência de responsabilidade jornalística, mas revela uma característica editorial: Baby tinha liberdade para fazer perguntas e colocar assuntos controversos na televisão.

O programa passou a discutir temas polêmicos da semana e receber autoridades locais. 

Em outras palavras, o “Nosso Encontro” deixou de ser apenas uma vitrine da sociedade para se tornar também um espaço de conversa pública.



⚫ A DITADURA MILITAR E O PROGRAMA

A trajetória do “Nosso Encontro” atravessou praticamente toda a segunda metade da Ditadura Militar brasileira.

O programa estreou em 1972, quando o país ainda estava sob o regime militar, e continuou existindo durante a abertura política, a redemocratização e a Nova República.

Esse aspecto merece uma pesquisa documental ainda maior, principalmente em jornais da época, porque as fontes disponíveis na internet não permitem afirmar, com segurança, quais episódios específicos sofreram intervenção da censura.

Em entrevista, porém, Baby foi questionada justamente sobre possíveis problemas com censores durante a ditadura. 

Esse é um ponto que eu considero especialmente promissor para uma investigação histórica futura: procurar nos jornais de 1972 a 1985 eventuais registros de cortes, proibições, advertências ou mudanças de pauta no “Nosso Encontro”.



👥 OS PRODUTORES: UMA PARTE ESQUECIDA DA HISTÓRIA

Um programa de televisão não é feito apenas pelo apresentador.

E os documentos pesquisados permitem recuperar uma verdadeira linha do tempo dos produtores do “Nosso Encontro”.

São citados:

  • Heron Rizzato;

  • Álvaro Braga;

  • Mário Adolfo;

  • Fábio Marques;

  • Herman Marinho;

  • Alberto Jorge;

  • Cauby Cerquinho;

  • Alexandre Prata;

  • Kid Mahall.

Essa lista é importantíssima para reconstruir a história da televisão amazonense.



🎭 ÁLVARO BRAGA

Álvaro Braga aparece como um dos primeiros produtores depois de Heron.

Baby o descreveu como teatrólogo.

Em entrevista, ela contou que seu primeiro produtor foi Álvaro Braga e que Mário Adolfo entrou posteriormente na equipe. 

Isso também ajuda a explicar a característica artística do programa.

O “Nosso Encontro” não era somente jornalístico. Teatro, música, dança, moda e entretenimento estavam incorporados à sua linguagem.



📰 MÁRIO ADOLFO

O jornalista Mário Adolfo também teve uma participação importante na produção.

Ele próprio posteriormente escreveu sobre Baby e sobre a história do programa.

Isso é particularmente valioso porque Mário conheceu o funcionamento da atração por dentro.

Em seus relatos, aparecem informações sobre os bastidores, entrevistados, estrutura do programa e mudanças pelas quais Baby passou ao longo das décadas.



🕯️ FÁBIO MARQUES

Fábio Marques produziu o “Nosso Encontro” entre 1979 e 1985, período particularmente importante da televisão brasileira.

Segundo Mário Adolfo, Fábio trabalhou numa equipe que também envolvia Heron Rizzato e o próprio Mário.

Isso significa que a produção do programa atravessou uma fase decisiva: os últimos anos da Rede Tupi, a crise do sistema dos Diários Associados e a reorganização da televisão brasileira.



🎭 HERMAN MARINHO E OUTROS PRODUTORES

Herman Marinho, Alberto Jorge, Cauby Cerquinho e Alexandre Prata também aparecem na relação histórica dos produtores.

O material da Câmara Municipal deixa claro que cada produtor imprimiu características próprias à atração. 

Isso é importante porque o programa não permaneceu 43 anos no ar simplesmente repetindo a mesma fórmula.

Ele se reinventava.



🧔 KID MAHALL: UMA LONGA FASE DO PROGRAMA

Kid Mahall tornou-se um dos nomes mais associados à produção do “Nosso Encontro” nas décadas finais.

As fontes registram que ele passou a dirigir o programa a partir de 1992.

O próprio material legislativo da Câmara destaca sua organização, seus arquivos, agendas e fichas de produção. 

Kid também trabalhou em televisão, teatro, rádio e produção cultural em Manaus.

A parceria Baby-Kid atravessou muitos anos e chegou inclusive à fase posterior do “Nosso Encontro Entrevistas”.

Em 2023, os dois apareceram juntos em entrevista relembrando a televisão amazonense. 



🏆 O “PRÊMIO NOSSO ENCONTRO”

Outro capítulo pouco lembrado é o “Prêmio Nosso Encontro”.

Em 2002, quando o programa completou 30 anos, a TV A Crítica criou o prêmio para homenagear personalidades da sociedade, políticos e profissionais da comunicação.

A cerimônia ocorreu no Teatro Amazonas.

É um detalhe revelador.

O programa havia deixado de ser apenas um programa que entregava espaço para personalidades.

Ele próprio já havia adquirido autoridade suficiente para homenagear pessoas.



🎭 QUADROS QUE MARCARAM A ATRAÇÃO

Os registros históricos preservam vários quadros.

Entre eles estava “A Velha Surda”, personagem interpretada pelo ator Mário Jorge Bittencourt.

A personagem fazia críticas que Baby preferia não assumir diretamente.

Outro era o “Prêmio A Chave do Sucesso”, destinado a personalidades da cidade.

Também existia “O Círculo das Luminosas”, ligado ao universo social.

Em fases posteriores apareceram quadros como:

“Saindo do Estúdio”, no qual Baby deixava o estúdio para visitar locais e eventos;

“Abrindo o Armário”, dedicado aos guarda-roupas e closets de mulheres da sociedade;

“Etiqueta Social”, com especialistas avaliando comportamento e dando orientações.

Também havia culinária, moda, atrações artísticas, agenda, sorteios e outros segmentos. 



🚪 “SAINDO DO ESTÚDIO”

Esse tipo de quadro mostra uma mudança interessante na televisão.

Baby deixava de ser uma apresentadora confinada ao estúdio e passava a percorrer Manaus.

Ela visitava eventos, lugares da cidade e conversava com pessoas comuns.

Isso reforçava a relação entre o programa e a própria cidade.



📡 A GRANDE VIRADA: A FALÊNCIA DA TUPI

O “Nosso Encontro” nasceu na época da Rede Tupi.

Mas a Tupi entrou em profunda crise e teve suas concessões cassadas em 1980.

A TV Baré passou por uma transformação.

Em 1981, tornou-se afiliada ao SBT. 

E o programa sobreviveu.

Essa é uma das características mais impressionantes de sua história.

Uma emissora nacional desapareceu.

A televisão local mudou de estrutura.

O “Nosso Encontro” continuou.



🏢 DA TV BARÉ À TV A CRÍTICA

O controle da emissora também mudou.

Umberto Calderaro Filho, proprietário do jornal A Crítica, assumiu o controle da televisão.

A emissora passou a utilizar o nome TV A Crítica.

Baby permaneceu.

Assim, uma das maiores constantes da televisão amazonense continuou diante das câmeras enquanto a estrutura empresarial mudava ao redor dela.



📡 OUTRA GRANDE MUDANÇA: SBT → RECORD

Em 2007, a TV A Crítica deixou o SBT e passou a ser afiliada à Record.

Novamente, o “Nosso Encontro” sobreviveu.

A trajetória pode ser resumida assim:

TV Baré / Rede Tupi → TV Baré / SBT → TV A Crítica / SBT → TV A Crítica / Record

É uma longevidade televisiva impressionante.



📺 DO PRETO E BRANCO À HDTV



Talvez nenhuma característica explique melhor a dimensão histórica do programa.

Baby começou numa televisão em preto e branco.

Depois viu a chegada da televisão colorida.

Décadas depois, o “Nosso Encontro” foi escolhido para inaugurar a transmissão HDTV da TV A Crítica.

Em 3 de março de 2012, o programa de Baby foi o primeiro da emissora a utilizar a nova tecnologia de alta definição.

Ou seja:

Baby começou diante de câmeras analógicas em preto e branco e chegou à televisão de alta definição.

É quase como acompanhar a evolução tecnológica da televisão brasileira através de uma única apresentadora.



📸 O PROGRAMA COMO DOCUMENTO HISTÓRICO

Aqui entra algo especialmente importante para quem pesquisa a memória de Manaus.

O “Nosso Encontro” produziu uma quantidade enorme de imagens da cidade e de seus personagens.

O Instituto Durango Duarte, por exemplo, mantém em seu acervo iconográfico uma fotografia de Baby Rizzato comemorando os nove anos do programa, publicada no caderno especial de domingo do jornal A Crítica. 

Esse tipo de material é precioso.

Porque jornais e programas de televisão registravam pessoas, roupas, festas, estabelecimentos, artistas, autoridades e lugares que muitas vezes desapareceram.

O programa funciona, portanto, como uma espécie de álbum audiovisual de Manaus.



👠 A MODA E A SOCIEDADE MANAUARA

Nas primeiras décadas, o programa também registrou mudanças no modo de vestir e nos hábitos da elite e da classe média manauara.

Desfiles, festas, eventos sociais, moda, comportamento e personagens da sociedade ocupavam espaço importante.

A televisão transformava aquilo que antes aparecia apenas nas colunas sociais dos jornais em imagem em movimento.

Era o colunismo social entrando na sala de estar.



🎤 MAS TAMBÉM HAVIA CULTURA POPULAR

Com o tempo, o programa incorporou artistas e manifestações culturais amazonenses.

Essa transformação foi importante para aproximar a atração de uma Manaus muito mais ampla.

Em vez de limitar-se à elite social, o programa passou a dialogar com artistas, músicos, produtores culturais e personagens ligados à vida pública.

A entrevista de 2023 com Kid Mahall e Baby mostra justamente essa memória de décadas de televisão e cultura local.



🧑‍⚖️ POLÍTICA E AUTORIDADES

Nas décadas finais, o “Nosso Encontro” também se consolidou como espaço para entrevistas com autoridades.

Esse aspecto permanece até hoje.

Em 2024, por exemplo, Baby entrevistou o ex-governador do Amazonas José Melo, que falou sobre sua cassação, prisão e passagem pela política. 

Isso mostra que a essência do programa mudou pouco em um aspecto fundamental:

Baby continua perguntando.



🛑 2015: O FIM DE UMA ERA

Depois de mais de quatro décadas, chegou o encerramento.

A documentação da Câmara Municipal registra 19 de dezembro de 2015 como a última transmissão do programa tradicional. Baby teria encerrado a atração emocionada, com participação da equipe e da direção da emissora. 

Há, contudo, uma divergência documental: algumas fontes online apontam 26 de dezembro de 2015.

Por isso, para um trabalho histórico, eu considero 19 de dezembro de 2015 a data mais segura, porque aparece em documento oficial da Câmara Municipal e também em requerimento da Assembleia Legislativa.



⏳ MAS O “NOSSO ENCONTRO” NÃO MORREU

Aqui está outra descoberta importante.

Em 2022, seis anos depois do encerramento do programa tradicional, Baby voltou à televisão com uma nova versão:

“Nosso Encontro Entrevistas”.

A estreia ocorreu em agosto de 2022, no ano em que Baby completava 50 anos de televisão e a própria TV A Crítica comemorava cinco décadas.

O primeiro entrevistado foi o ministro do Superior Tribunal de Justiça Mauro Campbell Marques. 

A nova versão tinha uma proposta mais concentrada em entrevistas.



📚 O LIVRO DE MEMÓRIAS

No mesmo ano, Baby lançou “Luzes, câmera, no ar”, livro dedicado à sua trajetória profissional.

O lançamento ocorreu em novembro de 2022, no Palácio Rio Negro. 

A obra tem enorme importância para quem pesquisa a história da televisão amazonense porque Baby não é apenas uma testemunha da história.

Ela é uma das pessoas que ajudaram a construí-la.



🎙️ SEGUNDA TEMPORADA

Em 2023, veio uma segunda temporada do “Nosso Encontro Entrevistas”.

O primeiro convidado foi Robério Braga, escritor, membro da Academia Amazonense de Letras e ex-secretário de Cultura do Amazonas.

Baby explicou que queria conversar sobre a Manaus que Braga conheceu e sobre sua atuação nos projetos culturais e na valorização do folclore amazonense.

Entre os convidados da primeira temporada estiveram Evandro Brandão, Alberto Jorge, Mazé Mourão, Lourdes Buzaglo, Marco Choy, Débora Mafra e Heron Rizzato. 



📺 E O PROGRAMA VOLTOU NOVAMENTE

A história não parou em 2023.

Há registros de novos episódios do “Nosso Encontro Entrevistas” em 2025, disponíveis no canal oficial da TV A Crítica no YouTube.

E encontrei ainda um registro de abril de 2026 da própria TV A Crítica anunciando o retorno de mais uma temporada do “Nosso Encontro” com Baby Rizzato.

Portanto, é preciso fazer uma distinção histórica:

“Nosso Encontro” tradicional: 1972–2015.

“Nosso Encontro Entrevistas”: retomado em 2022 e posteriormente reativado em novas temporadas.



🧩 UMA CURIOSIDADE: O “ENCONTRO” NACIONAL

Existe ainda um episódio curioso na história da televisão brasileira.

Anos depois da criação do programa de Baby, Fátima Bernardes estreou na Globo o programa “Encontro”.

Baby chegou a ser perguntada sobre a coincidência de nomes.

Sua resposta foi bastante direta: ela afirmou que nunca havia registrado o nome “Nosso Encontro” em seu próprio nome porque considerava que o título pertencia à televisão. 

Ou seja, apesar da coincidência, não houve uma disputa pública pelo nome.



🏆 A LONGEVIDADE

É preciso tomar cuidado com algumas afirmações que aparecem na internet.

Às vezes o “Nosso Encontro” é chamado simplesmente de “o programa mais antigo da televisão brasileira”.

Isso é uma simplificação.

O que as fontes amazonenses destacam é algo muito mais específico e verificável: foi o programa de maior permanência na televisão amazonense e permaneceu durante décadas com a mesma apresentadora e na mesma emissora local.

Baby chegou a comparar sua trajetória com a de Hebe Camargo, observando que Hebe ficou mais tempo na televisão, mas passou por diferentes emissoras, enquanto ela permaneceu vinculada à mesma televisão.



🗓️ UMA LINHA DO TEMPO DO “NOSSO ENCONTRO”

1969
Baby estreia na TV Ajuricaba, apresentando o Baile das Debutantes. 

1970
Apresenta “Baby Sempre às Quintas”. 

13 de agosto de 1972
Estreia do “Nosso Encontro” na TV Baré. 

1974
Registro de participação do Quarteto em Cy e de outros convidados em edição gravada na TV Baré. 

1979–1985
Fábio Marques participa da produção do programa.

1980
Fim da Rede Tupi.

1981
TV Baré passa a transmitir pelo SBT. 

Década de 1980
O programa amplia sua atuação para debates, entrevistas e temas de interesse público.

1986
Mudança de controle da emissora e consolidação do nome TV A Crítica. 

1992
Kid Mahall passa a dirigir/produzir o programa. 

2002
Criação do Prêmio Nosso Encontro, com cerimônia no Teatro Amazonas. 

2007
TV A Crítica passa do SBT para a Record. 

2012
“Nosso Encontro” é o primeiro programa da TV A Crítica transmitido em HDTV.

19 de dezembro de 2015
Encerramento do programa tradicional, segundo documentos legislativos.

2022
Retorno com “Nosso Encontro Entrevistas”. 

2022
Baby lança o livro “Luzes, câmera, no ar”. 

2023
Segunda temporada do “Nosso Encontro Entrevistas”.

2024
Baby entrevista o ex-governador José Melo. 

2025
Há novos episódios disponíveis no canal da TV A Crítica. 

2026
A TV A Crítica registra o retorno de mais uma temporada do programa.



🏛️ O QUE O “NOSSO ENCONTRO” REPRESENTA PARA A HISTÓRIA DE MANAUS?

Talvez essa seja a parte mais importante.

Se alguém pesquisar Manaus apenas nos jornais, encontrará uma determinada cidade.

Se pesquisar nos arquivos fotográficos, encontrará outra.

Mas se puder recuperar os programas do “Nosso Encontro”, encontrará Manaus falando.

Encontrará a maneira como as pessoas se vestiam.

Como falavam.

Quais artistas eram populares.

Quem eram os empresários.

Quem eram os políticos.

Quais festas estavam em evidência.

Quais assuntos provocavam discussão.

Quais personalidades tinham prestígio.

Como a televisão tratava a sociedade.

Como os costumes mudaram.

Como a própria cidade mudou.

Por isso, eu colocaria o “Nosso Encontro” ao lado dos jornais, revistas, fotografias e arquivos pessoais como uma fonte histórica audiovisual de grande valor para a memória de Manaus.

E existe uma frase presente no material da Câmara Municipal que resume muito bem essa dimensão: o programa não seria apenas mais uma atração da televisão amazonense, mas “o retrato de um povo”. 




FONTE DE PESQUISA

PORTAL MARIO ADOLFO - A CRITICA - SAPL - EVERYBODY WIKI BIOS - PORTAL DO HOLANDA - O POVO AMAZONENSE - INSTITUTO DURANGO DUARTE - RIO NOTICIAS


IMAGEM

FULANO DE TAL



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