Monumento Comemorativo do Centenário das Relações Amistosas entre Japão e Brasil


Monumento Comemorativo do Centenário das Relações Amistosas entre Japão e Brasil.


Bem na frente ao prédio da Justiça Federal, no bairro do Aleixo, existe uma grande pedra com inscrições em Kanji e Katakana (ideogramas de origem chinesa usados no Japão). 


Na pedra está escrito:

Tradução Principal (Coluna Central)

日伯修好百周年記念碑

(Nippaku Shūkō Hyakushūnen Kinenhi)

"Monumento em Comemoração ao Centenário da Amizade Japão-Brasil"

日伯 (Nippaku): Abreviação para Japão (日本 - Nihon) e Brasil (伯剌西爾 - Burajiru).

修好 (Shūkō): Amizade, relações amigáveis (diplomáticas).

百周年 (Hyakushūnen): 100º aniversário / Centenário.

記念碑 (Kinenhi): Monumento / Pedra memorial.

Texto da Esquerda (Créditos e Organização)

日本ブラジル修好百周年記念事業組織委員会

(Nihon Burajiru Shūkō Hyakushūnen Kinen Jigyō Soshiki Iinkai)

Comitê Organizador das Atividades Comemorativas do Centenário da Amizade Japão-Brasil

委員長 齊藤 裕

(Iinchō Saitō Hiroshi)

Presidente do Comitê: Hiroshi Saito





Contexto Histórico

Esse monumento refere-se ao centenário do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação, assinado em 1895, que foi o ponto de partida oficial das relações diplomáticas entre os dois países. Por isso, a celebração do centenário ocorreu em 1995.

O nome Hiroshi Saito (齊藤 裕) no final refere-se a uma figura muito importante na comunidade nipo-brasileira, que foi presidente do comitê de comemoração e também presidente da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa (Bunkyo).


Junto à ela uma placa de granito onde é contada a história do Centenário da Amizade entre Brasil e Japão.

Na placa está escrito:

HISTÓRICO DO CENTENÁRIO:

1.   Em 5 de Novembro de 1895, foi assinado em Paris o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação Brasil – Japão;

2.   Em 1928, o Senhor Kosaru Oishi e 6 membros fundaram em Maués, a Empresa de Desenvolvimento da Amazônia S.A., cuja  finalidade era a produção de guaraná;

3.   Em 1930, o Senhor Tsukasa Uetsuka fundou o Instituto de Pesquisa Industrial da Amazônia, na Vila Batista, a jusante de Parintins, trazendo 401 formandos para a Escola de Imigração para Cultivo de Juta, que muito contribuiu para a revolução industrial do Brasil;

4.   Em 1952, reinicia a imigração japonesa em toda a região Amazônica;

5.   Em 1967, através do projeto de desenvolvimento do norte do Brasil, foi instituída a Zona Franca de Manaus, onde possibilitou a implantação de 20 empresas de capital japonesa, contribuindo definitivamente para o desenvolvimento industrial do Brasil.

Para simbolizar o laço de amizade cada vez mais forte entre os dois países e para eternizar este ato, aqui construímos este “Monumento de Centenário de Amizade Brasil – Japão”.

Manaus, 5 de Novembro de 1995

Comissão Organizadora do Centenário de Amizade Brasil-Japão:

Presidente: Sr. Tsutomo Ideta

Vice-Presidentes: Sr. Sadao Maeda e Sr. Koichi Muramatsu

Demais Membros:

Consulado Geral do Japão em Manaus

Consul Geral: Dr. Minoru Hirano

Estado do Amazonas, Município de Manaus

Vereador: Dr. Massami Miki

Atualmente no local, existe uma grade de proteção, calçada de pedra que leva até o marco (inclusive, hoje, as pedras estão abandonadas), três mastros onde deveriam estar as bandeiras do Amazonas, do Japão e do Brasil, além de um pequeno jardim que está sem cuidados. 

O espaço precisa de manutenção, o ideal seria uma boa revitalização, no entanto não se sabe quem é o responsável pelo monumento. Prefeitura, Governo, Embaixada do Japão e até mesmo os órgão próximos ao monumento dizem não serem seus responsáveis, tem uns que nem sabiam que ele estava ali.




FONTE DE PESQUISA

BLOG DO ROCHA  |  CONSULADO DO JAPÃO


IMAGEM

BLOG DO ROCHA  |  CLAUTER



PARA CORRIGIR, ACRESCENTAR, EXCLUIR ou CRIAR UMA PUBLICAÇÃO... FALE CONOSCO...




CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE TODOS NOSSOS LOCAIS


VC TAMBÉM PODE ENTRAR NA SUA REDE SOCIAL E FAZER UMA BUSCA APENAS DIGITANDO...
MINHA MANAUS HISTÓRIAS



© MINHA MANAUS HISTÓRIAS




Comentários