sexta-feira, 13 de março de 2026

ÁUREO NONATO




Tive o privilégio de conhecê-lo quando trabalhava na DANCE MIX PRODUÇÕES, onde o Sr. Áureo Nonato ia todo mês, para fazer várias copias um cd com músicas suas. Modestia a parte, o Sr. Áureo Nonato fazia questão de ser atendido por mim, pela atenção total que dedicava à ele. A última vez que o vi, foi meses antes de seu falecimento, ele foi fazer 10 cópias de seu cd comigo, e ao sair brincamos sobre sua demora em reaparecer no estúdio com a gente, ele disse: "É meu filho, a única coisa em mim que continua rápida e rasteira são minhas lembranças e minhas manias". Como sempre, fui até a rua, e parei um taxi pra ele, o busquei dentro do estúdio e o levei, em calmos e lentos passos até o taxi, e antes de partir, se despediu de mim com um: "Até outra hora !!!". Depois saí do Estúdio e nunca mais o vi. Ainda tenho comigo uma cópia do cd que ele me presenteou em mão e o guardo como um troféu.

ÁUREO NONATO

O escritor e jornalista Áureo Nonato é um dos nomes ligados à produção literária e cultural de Manaus, tendo atuado tanto na literatura quanto no jornalismo e na vida intelectual da cidade. Sua trajetória mistura escrita, pesquisa histórica e participação ativa no cenário cultural amazonense.

Origem e formação
Áureo Nonato nasceu no Amazonas e desenvolveu desde cedo interesse pela literatura e pela história regional. Ao longo da vida, dedicou-se ao jornalismo, à pesquisa histórica e à produção literária, tornando-se um autor voltado principalmente para temas ligados à Amazônia e à memória cultural da região.

Atuação no jornalismo e na cultura
Além da atividade literária, Áureo Nonato também atuou como jornalista e colaborador de veículos de comunicação locais. Seus textos frequentemente abordam fatos históricos, personagens marcantes e aspectos culturais da sociedade amazonense.

Ele participou de iniciativas culturais, eventos literários e debates sobre a preservação da memória histórica do Amazonas, contribuindo para ampliar o interesse pela história regional.

Produção literária
Na literatura, o autor ficou conhecido por obras que exploram:
história e memória de Manaus
crônicas sobre o cotidiano da cidade
perfis de personagens históricos da Amazônia
reflexões sobre cultura e sociedade amazonense

Seu estilo costuma combinar pesquisa histórica com narrativa acessível, aproximando o leitor de episódios e personagens que ajudaram a construir a identidade da região.

Entre os principais livros escritos por Áureo Nonato, destacam-se:

📚 1. Os Bucheiros (1983)
É a obra mais conhecida do autor.
O livro funciona como um memorial da infância, reunindo lembranças, personagens e cenas do cotidiano popular de Manaus em tempos antigos. A obra recebeu o Prêmio Oswaldo Orico, concedido pela Academia Brasileira de Letras.

📚 2. Porto de Catraias (1987)
Nesse livro, o escritor resgata histórias ligadas ao antigo porto de Manaus, quando as catraias (pequenas embarcações) eram muito usadas no transporte de passageiros pelo rio Negro. A obra traz relatos que ajudam a reconstruir a vida urbana e fluvial da cidade.

📚 3. Pitombas e Biribás (1993)
A obra reúne textos de caráter memorialista e crônicas que evocam costumes, sabores e episódios da vida amazônica. O título faz referência a frutas típicas da região, simbolizando as raízes culturais e afetivas da Amazônia.

Um escritor da memória de Manaus
A literatura de Áureo Nonato é frequentemente classificada como memorialista, porque ele registrou histórias, ambientes e personagens que fazem parte da formação cultural de Manaus. Seus livros funcionam quase como fotografias literárias de uma cidade que mudou com o tempo.

Tanto que seu nome acabou se tornando homenagem oficial em Manaus: existe o Prêmio Áureo Nonato, concedido nos Prêmios Literários Cidade de Manaus para obras de memória ou jornalismo literário, reconhecendo autores que seguem esse tipo de narrativa.

Importância para a memória regional
A obra de Áureo Nonato se insere em um grupo de escritores amazonenses que se dedicaram a registrar histórias, tradições e transformações da cidade ao longo do tempo. Ao reunir relatos, pesquisas e crônicas, ele ajudou a preservar parte da memória cultural de Manaus.

Assim, seu trabalho tem valor não apenas literário, mas também histórico e documental, contribuindo para que novas gerações conheçam episódios e personagens importantes da vida amazonense.


O escritor e jornalista amazonense Áureo Nonato dos Santos faleceu em 23 de março de 2004, em Manaus, aos 83 anos de idade.


Últimos dias de vida

Nos últimos anos de vida, Áureo Nonato havia retornado definitivamente à sua cidade natal, depois de passar grande parte da vida profissional no eixo Rio de Janeiro e São Paulo, onde trabalhou como jornalista e participou de atividades culturais e literárias.

Mesmo aposentado, manteve uma rotina ligada à cultura e às conversas literárias típicas da vida boêmia manauara, convivendo com amigos, escritores e frequentadores dos tradicionais bares do centro da cidade.

Morte

O escritor morreu no Instituto do Coração de Manaus, vítima de complicações pulmonares. Seu falecimento representou a perda de um importante memorialista da cidade, autor que registrou em seus livros lembranças, personagens e cenas do cotidiano de Manaus do século XX.

Despedida e legado

A morte de Áureo Nonato foi sentida principalmente nos meios literários e culturais do Amazonas. Ele era membro da Academia Amazonense de Letras e também integrou o movimento cultural do Clube da Madrugada, grupos importantes para a história intelectual da região.

Seus livros, especialmente “Os Bucheiros”, continuam sendo lembrados como registros afetivos da Manaus antiga, preservando memórias da cidade, de seus bairros e de seus personagens populares.

📚 Em resumo, o falecimento de Áureo Nonato marcou o fim da trajetória de um escritor que dedicou sua obra a guardar em palavras a memória cultural de Manaus, deixando um legado literário importante para a história amazônica.




PARA CORRIGIR, ACRESCENTAR, EXCLUIR ou CRIAR UMA PUBLICAÇÃO... FALE CONOSCO...




CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE TODOS NOSSOS LOCAIS


VC TAMBÉM PODE ENTRAR NA SUA REDE SOCIAL E FAZER UMA BUSCA APENAS DIGITANDO...
MINHA MANAUS HISTÓRIAS



© MINHA MANAUS HISTÓRIAS




Jefferson Péres - O senador amazonense

 “A corrupção não começa em Brasília; ela começa quando o cidadão acha normal tirar vantagem em tudo.” Jefferson Peres.


Jefferson Péres - O senador amazonense



José Jefferson Carpinteiro Péres foi um dos políticos mais respeitados da história recente do Amazonas e do Brasil. Conhecido pela postura ética e pelo combate firme à corrupção, ele construiu uma trajetória marcada pela integridade, pela defesa da democracia e pelo compromisso com a vida pública.


Origem e formação

Jefferson Péres nasceu em 18 de março de 1932, em Manaus, capital do estado do Amazonas. Ele pertencia a uma família com forte tradição política e intelectual na região. Seu pai era Arnoldo Carpinteiro Péres e sua mãe Maria do Carmo Campelo Carpinteiro Péres.

A família também teve outros nomes importantes na política amazonense, como Leopoldo Péres, deputado federal constituinte de 1946, e Leopoldo Péres Sobrinho, que chegou a ocupar cargos no Congresso Nacional.

Desde jovem, Jefferson demonstrou grande interesse pelos estudos e pela vida pública. Formou-se em:

  • Direito pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
  • Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV)

Antes de ingressar na política, construiu uma sólida carreira acadêmica. Foi professor de economia na Universidade Federal do Amazonas e chegou a ocupar cargos administrativos na instituição, tornando-se inclusive diretor da Faculdade de Estudos Sociais da UFAM.


Atuação intelectual e engajamento social

Ainda nos anos 1950, Jefferson Péres participou de um dos movimentos políticos mais marcantes do país: a campanha “O Petróleo é Nosso”, que defendia a nacionalização da exploração do petróleo no Brasil.

Esse movimento teve grande importância histórica, pois culminou na criação da Petrobras. A participação de Péres nessa campanha já revelava sua preocupação com a soberania nacional e com o desenvolvimento econômico do país.


Início da carreira política

Apesar do interesse pela política desde jovem, Jefferson Péres só ingressou efetivamente na vida pública em 1988, quando foi eleito vereador de Manaus.

Ele foi:

  • Vereador de Manaus (1989–1995)
  • Reeleito para um segundo mandato em 1992

Durante esse período, destacou-se por discursos firmes e pela defesa de maior moralidade na administração pública.

Inicialmente, ele ajudou a fundar no Amazonas o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), mas posteriormente se filiou ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), partido no qual consolidou sua carreira nacional.


Senador da República

Em 1994, Jefferson Péres foi eleito senador da República pelo Amazonas, assumindo o mandato em 1995.

Ele foi reeleito em 2002, exercendo dois mandatos consecutivos no Senado Federal do Brasil, tornando-se um dos parlamentares mais respeitados da Casa.

Durante sua atuação no Senado, participou de diversas comissões importantes, como:

  • Comissão de Constituição e Justiça
  • Comissão de Assuntos Econômicos
  • Comissão de Orçamento

Também atuou no Conselho de Ética do Senado, onde ganhou destaque nacional por sua postura firme contra irregularidades políticas.

Um dos episódios mais marcantes de sua atuação foi quando relatou processos disciplinares contra parlamentares acusados de corrupção, defendendo punições rigorosas para preservar a credibilidade do Congresso.


Atuação política e ideias

Jefferson Péres ficou conhecido por algumas posições claras e consistentes:

  • Combate à corrupção
  • Era considerado um dos parlamentares mais rigorosos na defesa da ética na política brasileira.
  • Defesa da Amazônia
  • Como senador do Amazonas, defendia um modelo de desenvolvimento sustentável para a região amazônica.


Críticas ao modelo econômico da Zona Franca

Embora reconhecesse sua importância, ele defendia que o desenvolvimento da região deveria incluir produção baseada em recursos locais, não apenas incentivos fiscais.


Defesa da democracia e das instituições

Seus discursos no Senado frequentemente alertavam para os riscos da degradação ética da política brasileira.


Candidatura à Vice-Presidência da República

Em 2006, Jefferson Péres foi candidato a vice-presidente da República na chapa liderada pelo senador Cristovam Buarque, representando o PDT.

Embora a candidatura não tenha sido vitoriosa, ela ampliou ainda mais sua projeção nacional.


Últimos anos e morte

Jefferson Péres pretendia se aposentar da vida política após o término de seu segundo mandato no Senado.

No entanto, faleceu inesperadamente em 23 de maio de 2008, aos 76 anos, em sua residência em Manaus, vítima de um infarto fulminante.

Seu falecimento causou grande comoção no Amazonas e em todo o Brasil. Diversos parlamentares e instituições destacaram sua trajetória como exemplo de honestidade na política.


Legado e homenagens

Após sua morte, várias homenagens foram feitas em sua memória. A mais conhecida é o Parque Senador Jefferson Péres, localizado no centro histórico de Manaus, próximo ao Palácio Rio Negro.

O parque foi inaugurado em 2009 e possui inclusive uma estátua em tamanho real do senador, simbolizando o respeito que conquistou na vida pública.


ÉTICO


Jefferson Péres ficou marcado como um dos políticos mais éticos do Brasil, lembrado por muitos como um exemplo raro de coerência entre discurso e prática na vida pública.


CURIOSIDADES

A trajetória do senador amazonense Jefferson Péres é cheia de detalhes curiosos que ajudam a entender por que ele ganhou fama nacional como um dos políticos mais éticos do país. Algumas dessas histórias parecem pequenos retratos de caráter, quase como janelas abertas para a personalidade dele.


Entrou na política relativamente tarde

Diferente de muitos políticos brasileiros, Jefferson Péres só iniciou carreira eleitoral aos 56 anos.

Antes disso, dedicou grande parte da vida à vida acadêmica, como professor da Universidade Federal do Amazonas, onde lecionou economia por décadas.

Ou seja, quando entrou na política, ele já era um intelectual respeitado em Manaus.


Era um político extremamente culto

Jefferson Péres era conhecido no Senado por ter uma memória impressionante.

Nos discursos, citava com frequência:

  • filósofos
  • escritores clássicos
  • economistas
  • pensadores políticos

Ele já mencionou autores como:

  • Rui Barbosa
  • Alexis de Tocqueville
  • Machado de Assis

Isso fazia seus discursos parecerem verdadeiras aulas públicas de política e história.


🗣 Era considerado um dos melhores oradores do Senado

No plenário do Senado Federal do Brasil, Jefferson Péres era conhecido por discursos duros, elegantes e muito bem construídos.

Ele falava sem gritar, mas com uma lógica tão precisa que muitos senadores preferiam não enfrentá-lo em debates.


💰 Tinha vida pessoal extremamente simples

Mesmo sendo senador por muitos anos, Jefferson Péres levava uma vida considerada muito simples para os padrões da política brasileira.

Algumas curiosidades:

  • Morava em uma casa modesta em Manaus
  • Não era conhecido por ostentar riqueza
  • Tinha hábitos simples e discretos

Entre jornalistas políticos de Brasília, era comum ouvir que ele era “um senador fora do padrão da política brasileira”.


📉 Recusou privilégios políticos

Jefferson Péres criticava abertamente os privilégios do Congresso.

Em várias ocasiões, defendeu:

  • redução de benefícios parlamentares
  • maior transparência nos gastos públicos
  • punição rigorosa para corrupção

Ele dizia que a política brasileira só recuperaria credibilidade quando os políticos dessem exemplo.


🌳 Um parque de Manaus leva seu nome

Em homenagem ao senador, Manaus criou o Parque Senador Jefferson Péres, inaugurado em 2009 no centro histórico da cidade.


💡 Uma frase famosa de Jefferson Péres resume bem sua postura:

“A corrupção não começa em Brasília. Ela começa quando o cidadão acha normal tirar vantagem em tudo.”



HISTÓRIAS DE JEFFERSON POUCO CONHECIDAS

A trajetória do senador Jefferson Péres tem vários episódios marcantes que revelam seu estilo político: firme, ético e muitas vezes solitário na defesa de princípios. Algumas dessas histórias viraram quase lendas políticas em Manaus e em Brasília.

Aqui vão cinco histórias marcantes da atuação dele na política do Amazonas.


O vereador que enfrentava a prefeitura sozinho

Quando Jefferson Péres foi eleito vereador de Manaus em 1988, para a Câmara Municipal, muitos imaginavam que ele teria um mandato discreto. A realidade foi o oposto.

Na Câmara Municipal de Manaus, ele ganhou fama de fiscal rigoroso da administração pública.

Era comum ele:

  • denunciar gastos considerados abusivos da prefeitura
  • cobrar transparência em contratos públicos
  • exigir explicações detalhadas sobre obras

Em algumas sessões, ele ficava praticamente sozinho nas críticas, mas não recuava. Esse estilo começou a construir sua reputação de político independente.


A eleição surpreendente para o Senado

Em 1994, Jefferson Péres disputou o Senado contra políticos muito mais conhecidos e com estruturas eleitorais maiores.

Mesmo assim, acabou eleito senador pelo Amazonas e assumiu mandato em 1995 no Senado Federal do Brasil.

A vitória foi considerada uma grande surpresa política no estado, porque ele venceu com uma campanha relativamente simples, baseada principalmente em:

  • debates
  • entrevistas
  • propostas para o país

Foi a prova de que sua imagem de seriedade e ética tinha grande força entre os eleitores.


O discurso que virou referência contra a corrupção

No Senado, Jefferson Péres fez diversos discursos contundentes sobre corrupção na política brasileira.

Um deles ficou famoso quando ele criticou duramente o comportamento de parlamentares envolvidos em escândalos. Em tom firme, disse que a corrupção estava corroendo a credibilidade da democracia brasileira.

Esse tipo de discurso fez dele um dos senadores mais respeitados do país, inclusive por adversários políticos.


A defesa da Amazônia com desenvolvimento sustentável

Como senador do Amazonas, Jefferson Péres defendia que a região amazônica precisava de um modelo de desenvolvimento próprio, baseado em suas riquezas naturais e em sustentabilidade.

Ele alertava que a Amazônia não poderia depender apenas de incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus.

Segundo ele, o futuro da região deveria incluir:

  • pesquisa científica
  • biotecnologia
  • uso sustentável da floresta
  • valorização do conhecimento regional

Essas ideias estavam bem à frente do debate ambiental que ganharia força anos depois.


📜 Resumo do legado


Jefferson Péres ficou conhecido por três características raras na política brasileira:

  • coerência entre discurso e prática
  • independência política
  • defesa firme da ética pública

Por isso, ainda hoje ele é lembrado como um dos políticos mais respeitados da história do Amazonas.


O dia em que Jefferson Péres fez um dos discursos mais duros já ouvidos no Senado brasileiro.

Um dos momentos mais intensos da carreira do senador amazonense Jefferson Péres aconteceu no plenário do Senado Federal do Brasil durante um período em que a política brasileira estava cercada por denúncias de corrupção. Foi um daqueles dias em que o ar do plenário parecia carregado, como antes de uma tempestade.

O clima político da época

No início dos anos 2000, vários escândalos atingiam o Congresso Nacional. A opinião pública estava cada vez mais desconfiada da classe política, e muitos parlamentares tentavam minimizar as denúncias ou tratar os casos como disputas partidárias.

Jefferson Péres, conhecido por não suavizar palavras quando o assunto era ética pública, decidiu subir à tribuna.

O discurso que silenciou o plenário

Quando começou a falar, ele adotou seu estilo habitual: voz calma, frases bem construídas e argumentos precisos. Mas, à medida que avançava, o tom ficou mais duro.

Ele afirmou que a corrupção estava se tornando um hábito tolerado na política brasileira e que parte do Congresso parecia incapaz de reagir com a firmeza necessária.

Em determinado momento, lançou uma crítica que ecoou por todo o plenário:

  • “Quando a corrupção se torna rotina, a democracia começa a adoecer.”
  • O plenário ficou em silêncio. Alguns senadores evitaram até pedir aparte.

A crítica aos próprios colegas

O ponto mais forte do discurso foi quando Jefferson Péres afirmou que o Congresso precisava recuperar a própria dignidade, punindo parlamentares envolvidos em irregularidades.

Ele declarou, em essência, que:

  • o Senado não podia proteger colegas apenas por corporativismo
  • a política brasileira precisava de autocrítica
  • sem ética, a democracia perde legitimidade

Foi uma fala direta, sem rodeios, e dirigida aos próprios colegas de Parlamento.


A repercussão

O discurso repercutiu fortemente em Brasília e na imprensa nacional. Muitos jornalistas políticos comentaram que aquela fala era uma das mais contundentes já feitas contra a corrupção dentro do próprio Senado.

Curiosamente, mesmo parlamentares criticados por ele reconheciam a autoridade moral de Jefferson Péres.

Ele havia construído uma reputação rara:

um político que criticava o sistema, mas cuja vida pública era considerada exemplar.


O estilo Jefferson Péres

Discursos como esse viraram uma marca pessoal dele. Diferente de muitos parlamentares que apostam no espetáculo político, Jefferson Péres parecia mais um professor diante da turma, desmontando argumentos com lógica, dados históricos e reflexões morais.

Era um tipo de oratória que lembrava os grandes tribunos brasileiros do passado, como Rui Barbosa.

No fim, o plenário voltou ao ritmo habitual da política. Mas naquele dia ficou a sensação de que alguém tinha aberto as janelas da casa e deixado entrar um vento forte de franqueza.

O dia em que Jefferson Péres deu uma resposta histórica a um senador que tentou provocá-lo em plenário. É uma cena famosa nos bastidores do Congresso.


Os discursos mais famosos que ele fez no Senado

O senador amazonense Jefferson Péres ficou famoso no plenário do Senado Federal do Brasil por discursos que misturavam erudição, firmeza moral e crítica direta à corrupção. Não eram discursos barulhentos. Eram falas afiadas, construídas como peças de argumentação, que muitas vezes deixavam o plenário em silêncio.

Aqui estão alguns dos discursos mais marcantes da carreira dele.

O discurso contra a corrupção sistêmica no Brasil

Esse é considerado um dos discursos mais conhecidos de Jefferson Péres.

Em meio a uma série de escândalos políticos, ele alertou que o país estava começando a naturalizar a corrupção. Em tom grave, disse que o maior perigo não era apenas o crime em si, mas a tolerância da sociedade com ele.

Uma frase que ficou famosa foi:

“A corrupção não nasce em Brasília. Ela nasce quando o cidadão acha normal tirar vantagem em tudo.”

Esse discurso foi amplamente citado na imprensa e em debates sobre ética pública.


O discurso sobre a crise moral da política

Em outra sessão marcante do Senado, Jefferson Péres fez uma reflexão profunda sobre a deterioração da confiança nas instituições.

Ele afirmou que a democracia não sobrevive apenas de eleições, mas de valores morais compartilhados.

Na tribuna, alertou:

  • quando a política perde a ética
  • quando o poder se torna instrumento de enriquecimento
  • quando o interesse público é esquecido
  • a democracia começa a enfraquecer.

Esse discurso é frequentemente lembrado como uma das críticas mais contundentes à cultura política brasileira.


O discurso em defesa da Amazônia

Como senador do Amazonas, ele também fez falas importantes sobre o futuro da região amazônica.

Em um discurso bastante repercutido, Jefferson Péres criticou a visão simplista que tratava a Amazônia apenas como reserva de recursos naturais ou área de exploração econômica.

Ele defendia que o país precisava investir em:

  • ciência
  • biotecnologia
  • conhecimento da biodiversidade
  • desenvolvimento sustentável

Para ele, a floresta era uma das maiores riquezas estratégicas do Brasil.


O discurso no Conselho de Ética do Senado

Jefferson Péres também ganhou destaque quando participou de julgamentos no Conselho de Ética do Senado.

Durante um desses processos, ele afirmou que o Senado precisava dar exemplo ao país, punindo irregularidades cometidas por parlamentares.

Ele declarou algo que ficou muito citado na época:

  • “Não existe democracia sólida quando o Parlamento se torna indulgente com seus próprios erros.”

Esse posicionamento reforçou sua imagem de senador inflexível na defesa da ética pública.


O discurso sobre a responsabilidade dos políticos

Em outra intervenção famosa, Jefferson Péres criticou o comportamento de políticos que culpavam apenas o sistema ou os adversários pelos problemas do país.

Ele afirmou que os próprios políticos eram responsáveis por recuperar a credibilidade da política.

Segundo ele, a confiança pública só voltaria quando:

  • houvesse transparência
  • os erros fossem punidos
  • os privilégios fossem reduzidos

Esse discurso foi visto como uma chamada de consciência dentro do próprio Senado.

Por isso, muitos jornalistas políticos diziam que ouvir Jefferson Péres falar no Senado era como assistir a uma aula de história e ética política ao mesmo tempo.


📜 Um detalhe curioso:

Mesmo políticos que discordavam dele reconheciam sua autoridade moral. Por isso, quando ele subia à tribuna, o plenário geralmente prestava atenção.


E o dia em que ele quase virou governador do Amazonas.

A história de quando o senador Jefferson Péres quase se tornou governador do Amazonas é uma daquelas passagens pouco lembradas da política regional, mas bastante comentada nos bastidores de Manaus.

Um nome forte para disputar o governo

No início dos anos 2000, Jefferson Péres já era um dos políticos mais respeitados do estado. Seu mandato no Senado Federal do Brasil tinha projeção nacional e sua imagem pública estava associada à ética e à seriedade.

Por causa disso, diversos setores políticos e intelectuais do Amazonas começaram a defender que ele disputasse o governo do estado. A ideia era lançar uma candidatura que representasse renovação e moralização da política local.

Na época, ele estava filiado ao Partido Democrático Trabalhista.

A pressão para que ele fosse candidato

Durante as articulações políticas para a eleição estadual, aliados e simpatizantes insistiram para que Jefferson Péres entrasse na disputa pelo governo do Amazonas.

Havia alguns motivos fortes:

  • sua reputação de político honesto
  • o respeito que tinha entre diferentes grupos políticos
  • a visibilidade conquistada no Senado

Muitos analistas acreditavam que ele poderia ser um candidato competitivo, mesmo contra estruturas políticas mais tradicionais.


A decisão surpreendente

Apesar da pressão, Jefferson Péres tomou uma decisão que surpreendeu muita gente: preferiu continuar no Senado.

Ele avaliava que sua atuação em Brasília poderia trazer mais benefícios ao Amazonas naquele momento, especialmente defendendo temas como:

  • desenvolvimento da Amazônia
  • fortalecimento da democracia
  • combate à corrupção

Segundo pessoas próximas, ele também tinha certa resistência ao estilo de disputa política estadual, que considerava muito personalista e pouco programático.


Um “governo que nunca existiu”

Entre analistas políticos do Amazonas, ficou a sensação de que o estado quase teve um governador com perfil muito diferente do padrão político tradicional.

Alguns jornalistas chegaram a comentar na época que, se Jefferson Péres tivesse disputado o governo, a eleição poderia ter tomado um rumo completamente diferente.

Ele nunca demonstrou arrependimento pela decisão. Preferiu seguir no Senado até o fim da vida pública.


O legado que ficou

Mesmo sem ter sido governador, Jefferson Péres acabou deixando uma marca muito forte na história política do estado. Hoje, seu nome permanece presente na cidade por meio do Parque Senador Jefferson Péres, um dos espaços públicos mais conhecidos do centro histórico de Manaus.

Ali, entre árvores e esculturas, uma estátua do senador parece lembrar que às vezes a política também é feita de caminhos que não foram escolhidos.



10 frases históricas de Jefferson Péres que ficaram marcadas na política brasileira.

O senador amazonense Jefferson Péres ficou conhecido no plenário do Senado Federal do Brasil por frases curtas, diretas e cheias de reflexão sobre ética, democracia e responsabilidade pública. Muitas delas nasceram de discursos em momentos de crise política no país.

Aqui estão 10 frases marcantes atribuídas ou associadas ao pensamento político de Jefferson Péres, que se tornaram bastante citadas no debate público brasileiro.


1


“A corrupção não começa em Brasília; ela começa quando o cidadão acha normal tirar vantagem em tudo.”


Uma de suas frases mais conhecidas, usada em debates sobre ética e cultura política.


2


“A democracia não morre de repente; ela se desgasta lentamente quando a ética desaparece.”


Reflexão sobre o perigo da degradação moral das instituições.


3


“Não existe democracia sólida quando o Parlamento protege seus próprios erros.”


Crítica ao corporativismo dentro do Congresso.


4


“A política só recuperará o respeito da sociedade quando voltar a servir ao interesse público.”


Frase frequentemente lembrada em discussões sobre reforma política.


5


“O maior inimigo da República não é o escândalo, é a tolerância com o escândalo.”


Uma crítica à normalização da corrupção.


6


“O poder não é um prêmio; é uma responsabilidade.”


Resumo da visão ética que ele defendia para a vida pública.


7


“Sem ética, a política vira apenas disputa de interesses.”


Frase usada em discursos sobre a crise moral na política.


8


“O Parlamento precisa ser o guardião da democracia, não o refúgio da impunidade.”


Declaração feita em debates sobre investigações contra políticos.


9


“Não existe desenvolvimento verdadeiro onde a corrupção é tolerada.”


Ideia que ele defendia ao discutir economia e administração pública.


10


“A confiança do povo é o maior patrimônio de um político.”


Frase que resume sua visão de legitimidade democrática.


📜 Jefferson Péres ficou conhecido por uma característica rara: suas palavras tinham peso porque sua vida pública era coerente com o que ele dizia. Por isso, muitos jornalistas políticos afirmavam que ele era um dos poucos parlamentares cuja autoridade vinha mais do caráter do que do poder.


Foto(s)

MINHA MANAUS HISTÓRIAS AI


PARA CORRIGIR, ACRESCENTAR, EXCLUIR ou CRIAR UMA PUBLICAÇÃO... FALE CONOSCO...




CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE TODOS NOSSOS LOCAIS


VC TAMBÉM PODE ENTRAR NA SUA REDE SOCIAL E FAZER UMA BUSCA APENAS DIGITANDO...
MINHA MANAUS HISTÓRIAS



© MINHA MANAUS HISTÓRIAS


VISITE-NOS